sexta-feira, 17 de agosto de 2012

VIRA E MEXE O "SER POLÍTICO" VOLTA A SER ASSUNTO.

Vivemos num mundo onde palavras e gestos são destorcidos o tempo todo, elogios viram críticas, sorrisos viram cinismo...te cobram mudanças, mas se mudares...Hum?! Tá me escondendo alguma coisa?!




Chega um momento que não sabes mais o que dizer, como agir?
Alguns dizem: Aja naturalmente. Mas o que é agir naturalmente?
Pra mim, agir naturalmente é reagir às situações conforme as emoções. Mas aí você passa a ser grosso, esnobe... Como adivinhar o que o outro quer ouvir?

Vira e mexe o “ser político” volta a ser assunto.


Não entendo a razão do ser humano ser tão complicado.Fazemos parte de um jogo de dominó, onde, se uma pedra desequilibrar, mexe com a estrutura de toda uma sociedade.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

TÔ COM SINTOMAS DE SAUDADE

E lá ia eu, apressadamente, pelo calçamento da Monsenhor Gercino. Mini-saia justa de cós alto, blusa de viscose, meia calça, sapato boneca e cabelos soltos. Toda perfumada.
Devia fazer uns 40°. Apesar do calor, ventava muito.
Aos poucos, a garota faceira foi mudando de semblante. Os cabelos se reviraram, a pele suava, a blusa já ñ parava debaixo da saia e a saia? A saia já ñ estava igual.
Os pés doíam muito, sapato novo encheu-os de bolhas.
Até em fim chegar ao destino, cansada, suada e desajeitada. O que poderia ser pior?
Sim, sim...a meia, a meia desfiou! Oh raios!
Todos os sábados eram iguais, naquela mesma hora eu saia pra encontrar meus amigos do grupo de jovens. Meu coração se enchia de alegria.
Naquela tarde senti o desejo de me arrumar diferente do que costumava. Estava sempre de jeans, camiseta branca e tênis. Já tinha 16 anos e queria me vestir como mocinha.
É! Não correu bem. Por fim a mini-saia e a blusinha de viscose ficaram abandonadas no guarda-roupa da garota desajeitada. O sapatinho boneca? Ah! Esse amaciou na marra. As madeixas longas me acompanharam até os 18 anos.
Admitamos que vestir-me como bonequinha de gesso não poderia mesmo dar certo. Lá a gente pulava, cantava, rezava, brincava... Éramos um grupo grande, cerca de oitenta jovens. Eu brincava com todos, adorava fazê-los rir com minhas imitações, a minha favorita era Ilca Tibiriça: Oh! Lindinha da titia.
Eu sempre tinha uma nova personagem, mas Ilca era a que eu melhor incorporava, com seus trejeitos e falas. Tinha também a Santinha Imaculada: Era uma vez, num reino muito de distante daqui...Tinha um príncipe muito de bonito, num sabe?
Brincar com a voz, com a expressão corporal, era tudo muito gostoso. Por isso não dava pra ficar engomada... rsrsr.
Hoje, uma foto antiga postada por um amigo no face, me fez lembrar daquela época. Eu nem estava na foto, mas sim alguns amigos do grupo. Sinto tanta falta daquele tempo, daqueles jovens, da minha alegria e dos sonhos que eu tinha. Senti-me mal por perceber que já tenho 35 anos, que estou envelhecendo e, que não realizei nenhum dos sonhos que eu carregava comigo. Hoje faço parte daqueles adultos chatos e estressados que eu desejava não ser.
Olho pros amigos daqueles tempos e vejo o mesmo semblante cansado que vejo no meu espelho.
Nós éramos aqueles que iam mudar o mundo, mas, por fim, o mundo foi quem nos mudou. A menina que se encontrava na arte se perdeu. A arte se perdeu.
É, hoje a melancolia tomou conta de mim. Desejava voltar no tempo e reescrever algumas linhas. Sinto falta daquela felicidade inocente, dos amigos, dos sonhos, das brincadeiras, da arte e da juventude. Sinto muita falta daquela Mari moleca, que imitava tudo e todos, que subia na carteira da sala de aula pra cantar pros amigos, que acreditava ter o poder da cura nas mãos...rsrsrs...é, sinto falta até da Mari fanática religiosa. Pode isso?
Sinto falta da Mari que adorava escrever, desenhar, cantar, representar, desfilar... Daquela menina meiga que se escondia na arte pra disfarçar a timidez. Cadê você Mari??? Cadê você Ilca, Imaculada, Mary Matoso, Rosana, Sula Miranda, Sandy...Simony!


terça-feira, 31 de julho de 2012

A FAMÍLIA E SUAS DIFERENÇAS

Quem nunca parou por um momento para analisar os diversos tipos de pessoas que tem na família?




Toda família tem:
• Um mentiroso
• Um falso
• Um encrenqueiro
• Um espertinho
• Um egoísta
• Um esnobe
• Um perfeccionista
• Um sonhador
• Um apaziguador (mediador)
• Um realista
• Um festeiro...
Nossa! Teria muita coisa pra listar.

A minha maior preocupação é: Como lidar com essas pessoas, com as diferenças e em qual adjetivo eu me encaixo?
Tento levar todos numa boa, procuro trabalhar a minha falta de paciência, mas todo mundo tem um limite... Quando sinto que estou a ponto de explodir só encontro duas opções: Sorrir ou ausentar-me. Por vezes ainda opto por uma terceira: Chorar!
Meus pensamentos ficam a milhão.

Há pessoas que me fazem viver num stress constante, mas por amá-las, acabo errando com elas, não as fazendo enxergar a situação. Tenho me afastado de gente assim, para que ainda possa restar algum amor no futuro, quando elas acordarem pra realidade e perceberem que estavam erradas.

Penso se, talvez não fosse melhor, dar um basta a algumas situações. Não fugindo, mas mostrando as pessoas que estou atenta ao que se sucede, que me faço de tonta, mas não o sou. Sou apenas uma garota que não gosta de conflitos, se me envolvo em algum é por já estar pela tampinha, saturada.

Eu me considero uma boa pessoa, mas há dias em que me encaixo em alguns adjetivos acima listados. Tenho me policiado para ser uma pessoa melhor a cada dia.
Aí entra o “ser político”. Ô coisinha difícil! Enganam-se os que pensam ser fácil.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

COMPORTAMENTO SOCIAL


Realmente sou uma pessoa complicada de lidar, me irrito com muita facilidade. Principalmente com coisas corriqueiras tais como:
• Compra pra me ajudar
• Daquele normal
Quem nunca se deparou com vendedores ambulantes que tentam te empurrar o seu produto goela a baixo? Compra pra me ajudar!
Ai como isso me irrita. Se eu for comprar coisas só na intenção de ajudar vendedores ambulantes logo, ou eu serei um deles, ou serei mendiga, por que haja dinheiro pra esse povo.
E o famoso "aquele normal"? O cliente entra na loja e pede algo. Você, na tentativa de encontrar o que o cliente quer, pergunta: De que medida (ou tamanho, ou cor, ou qualidade)?E você ouve como resposta: Aquele normal. Ok! Nem vou me alongar na explicação deste.
E aquela pessoa que entra na loja, vê que o vendedor está atendendo a outro cliente e mesmo assim, ignora e começa a pedir o que quer como se fosse a única pessoa na loja? Os furões de fila, então? Ô gente! Ô Povo! Dá licença!
E quando tentamos conversar com pessoas que acreditam que o que elas têm a dizer é sempre mais importante e ficam nos interrompendo o tempo todo de modo que nunca conseguimos concluir idéia alguma. Eu tento uma, até duas vezes, mas nunca uma terceira. Garanto-te que se ficares a me interromper a conversa virará monólogo, por que eu passo a apenas ouvir.
E aquele povo que vai a alguma reunião. Ex: Festa de aniversário
Você é convidado para chegar à mesa e se servir, mas educadamente espera que os que levantaram primeiro se sirvam para que você o possa fazer. De repente percebes que, se não te espremeres juntos aos demais passará fome, pois os primeiros não arredam o pé para dar espaço aos demais que ainda não chegaram à mesa. Vira um empurra-empurra, como porcos num chiqueiro.
E aquela pessoa que vive te pedindo ajuda e, no teu primeiro não, tudo o que você já fez perde o valor?
Realmente sou uma pessoa de pouca paciência, anti-social, não consigo me adaptar a certos comportamentos.

domingo, 15 de julho de 2012

O MEDO



Há coisa pior que o medo?
Claro que há. Mas o medo é o tema de hoje.
Percebi que o meu maior amigo é o medo. Ele está sempre presente, pode o mundo todo me virar às costas, mas ele está lá, sempre ao meu lado. Companheirinho ele, não?
Ele já foi muito mais presente em minha vida do que hoje, mas nunca me abandonou. Por vezes eu tento dar-lhe uma rasteira, mas pensa que ele se magoa e me abandona? Nã, não! Ele me é fiel!
Já sofri de síndrome do pânico, levei anos pra me recuperar, mas foi nesse momento que ele esteve mais presente, segurou-me pelas duas mãos. Ele foi tão companheiro que até dormia comigo.
Tenho medo de tantas coisas, imagináveis e inimagináveis. Por vezes até, tenho medo de ter medo. Dá pra entender?
É medo de tanta coisa que até me assusta, dá medo!
Não é nada fácil lidar com ele sozinha. Poucas são as vezes que a presença dele me faz bem.
O meu maior medo é que meus medos se concretizem.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

QUANDO E COMO RECOMEÇAR???




Perdi muitos anos de minha vida por medo de viver e de me impor diante da vida. E não é fácil mudar de atitude de uma hora pra outra. As pessoas se acostumam a te ver e te ter de uma maneira que, quando você tenta mudar, acaba por ocasionar crises nos relacionamentos.
É assim no namoro, na família, com as amizades, no trabalho...
Acostumamos mal os outros por que queremos ser amados, respeitados, evitar atritos... e, quando nos damos conta, nossa! Deu tudo errado. Se você fizer qualquer coisa diferente daquilo é por que você é mal agradecido (a), você é uma pessoa ruim, egoísta, não pensa nos outros.
Ninguém percebe que você passou a vida inteira gritando internamente, querendo pensar um pouco em você, cuidar um pouco de si, viver um pouco sua própria vida.
Assim como muitas mães e esposas que servem o prato, alcançam a toalha, os chinelos e tudo mais nas mãos dos seus. Pessoas que coexistem.
É tão bom poder ajudar as pessoas que amamos, contribuir para a felicidade e evolução delas, mas não podemos deixar nossa própria vida de lado em prol da vida dos outros.
Se estamos “sempre” ajudando, no primeiro “não” que dizemos, tudo o que foi feito até então perde o valor. Como fazer para lidar com isso, então?
É preciso aprender a impor limites, mas isso não é fácil. Como fazer as pessoas entenderem que o que você faz é por amor e não por obrigação? Difícil, não é?
Mas hora ou outra esse primeiro passo deve ser dado, não podemos negligenciar nossa própria existência.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

POPULARIDADE(rsrsrsr)



Certa vez, conversava com meu namorado, quando então ele me disse:
-Todo mundo aqui te conhece e te adora, não é?
Pensei um pouco e então respondi:
Não!Das pessoas que moram por aqui:
5% Me adoram de paixão;
20% Gostam de mim;
30% Sabem de minha existência, mas me ignoram (tanto faz como tanto fez);
5% Não me conhecem, mas falam mal de mim;
20% Me odeiam (ou me devem);
10% Apenas ouviram falar de mim e, ou outros
10% Nem sabem que eu existo.
Há muitos lados bons em conhecer muita gente, mas ao mesmo tempo é ruim também. Acabamos por perder um pouco a privacidade. Todo mundo quer saber ou falar da sua vida.
As perguntas são quase sempre as mesmas:
-Ta namorando?
-Já casou?
-Não quis casar?
-Não quis ter filhos ou não pode?
-Seu namorado trabalha em quê?
Confesso que a que mais me irrita é: Não quis casar?
Claro que, um dia, todo mundo já quis, mas tem que haver um querer de ambos os lados, certo?
Em alguns relacionamentos você quis, mas o outro não,em outros foi você que não quis. Isso faz parte da vida.
Já sofri muito por ser uma pessoa conhecida. Lembro-me quando minha irmã engravidou. Após 3 anos de casamento, teve seu primogênito. O problema é que a maioria das pessoas não sabia que eu tinha uma irmã. Já viu né?
Fiquei mal falada por ser mãe solteira.
Nossa! Pensa na raiva que eu passei quando certo dia alguém me disse:
-Que lindo menino, é seu?
-É! É meu sobrinho!
-Ah! Você tem uma irmã? Ela é mãe solteira, né?
Aquele dia eu já estava pela tampa com essa história e acabei por responder a coices:
-Não senhora, teve o menino após três anos de casada, mas se fosse mãe solteira, não seria de sua conta. Passar bem!
Fora os namorados que eu tive e nunca cheguei a conhecer.
Certa vez um rapaz me abordou sorridente:
-Oi, eu sou irmão de Fulano.
-É? Que Fulano?
-Fulano de São Paulo.
-Desculpa! Não recordo!
-Como não conhece? Ele me disse que vocês namoravam.
E pior, por mais que eu negasse, ele queria me empurrar goela a baixo, um namorado que nunca tive.
E esse não foi um caso isolado. Tive muitos outros namorados fantasmas. E, mesmo com tantos namorados assim, me tiraram pra lésbica por nunca terem me visto com ninguém!? Vá se entender?!
Essa era eu: Uma lésbica namoradeira, mãe solteira do próprio sobrinho.
É, na boca dos outros, a nossa vida tem muito mais aventuras do que a gente viveu!!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O QUE VOU SER QUANDO CRESCER?



Quem nunca se perguntou?
Eu considero que tive uma infância um pouco diferente das demais crianças.Nunca fui de me misturar aos demais, costumava brincar sozinha, no máximo com minha irmã e “uma” amiguinha.
Na maioria do tempo eu estava em meu quarto, sentada em uma cadeira, com a boneca no colo. Eu viajava em meus pensamentos. Pra quem via, era uma criança sonhando acordada. Era praticamente um transe... rsrsrs
É, minhas bonecas me acompanharam até os 13 anos, e olha que foi difícil de me convencer a largá-las. Mas eu brincava de outras coisas também. Tinha mania de acreditar que era artista.
Atriz, cantora, modelo... Eu com minha irmã criávamos comerciais para tudo. O café da manhã era comercial de margarina, doces e chás.
Apresentávamos shows de calouros, programas infantis... Nossa! Éramos muito criativas.
Os anos foram passando e, mesmo mocinhas ainda inventávamos situações. Tudo, desde uma ida ao banco, era motivo pra viajar na maionese, criar um novo comercial.
Nunca precisamos de muitos brinquedos, tínhamos a imaginação extremamente fértil.
Escrevíamos livros que nunca foram publicados, mas viravam Best Sellers... rsrsr
Quando alguém me perguntava o que eu queria ser quando crescer, eu sabia bem: Artista!!!!!!
Participei de equipes de teatros, banda, até fiz curso de modelo e manequim, mas em nada me senti completa, faltou alguma coisa. Hoje eu sei que o que faltou foi eu acreditar mais em mim e vencer a timidez. A minha baixa auto-estima sempre me prejudicou, me achava feia e tinha medo de errar.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Para o sol ou para a chuva???







Já morei em diversas cidades e estados, aprendi costumes diferentes e dialetos (se é que assim posso chamar).
A língua portuguesa muito se diferencia de uma localidade pra outra, dentro de um mesmo país. Mas a minha estranheza maior voltasse ao uso de guarda-chuvas e sombrinhas.





Ganhei a minha primeira sombrinha no natal de 1984, me foi motivo de muita felicidade. Passei a tarde toda a passear com minha irmã e mais uma amiguinha com nossas lindas sombrinhas. Parecíamos senhoritas de novela de época.
Na maior parte dos lugares que morei, sombrinha pra se proteger do sol e guarda-chuva era pra se proteger da chuva. Mas Joinville não faz parte da maioria, aqui ambos são usados para a mesma finalidade: sair na chuva!




Virei motivo de chacota quando me mudei pra cá. Constantemente, quando eu usava a minha sombrinha em tardes ensolaradas, ouvia alguém gritar: Olha a chuva!
Isso me constrangia, mesmo sabendo que a errada não era eu. Claro, pra quem mora no litoral, queimar-se ao sol é tudo!
Mas costumes são costumes, ñ?

terça-feira, 5 de junho de 2012

SER CORDIAL




Lembro-me até hoje do dia em que minha professora de ensino religioso entrou na sala de aula e disse:
Hoje vamos falar de política!
Eu tinha lá meus 16 anos e fui uma das primeiras a entortar o nariz.
Erroneamente confundimo-la com “a arte de enganar o povo”.
Passaram-se alguns anos desde então. Aprendi o verdadeiro significado da palavra “política”, mas confesso que até hoje encontro dificuldades em usá-la.
A cada dia que passa, percebo o quão difícil é ser “político”. Dizem que o maior político foi Jesus Cristo, e morreu crucificado.
Como é difícil agradar o ser humano, afinal, somos movidos a sentimentos.
Muitas vezes precisamos nos anular em prol do outro, por vezes engolirmos alguns “sapos”.
Sei lá, viu?
Aprendi que não precisamos gritar para sermos ouvidos, mas precisamos ter bons argumentos; Que não vence quem diz a última palavra, mas quem sabe à hora certa de calar. Acredito que esse foi um dos ensinamentos mais importantes.
Calar faz parte da boa política. E sorrir, então? Nem se fala...rsrsrrs!
A melhor tradução de política pra mim é: Ser cordial.