quarta-feira, 13 de junho de 2012

POPULARIDADE(rsrsrsr)



Certa vez, conversava com meu namorado, quando então ele me disse:
-Todo mundo aqui te conhece e te adora, não é?
Pensei um pouco e então respondi:
Não!Das pessoas que moram por aqui:
5% Me adoram de paixão;
20% Gostam de mim;
30% Sabem de minha existência, mas me ignoram (tanto faz como tanto fez);
5% Não me conhecem, mas falam mal de mim;
20% Me odeiam (ou me devem);
10% Apenas ouviram falar de mim e, ou outros
10% Nem sabem que eu existo.
Há muitos lados bons em conhecer muita gente, mas ao mesmo tempo é ruim também. Acabamos por perder um pouco a privacidade. Todo mundo quer saber ou falar da sua vida.
As perguntas são quase sempre as mesmas:
-Ta namorando?
-Já casou?
-Não quis casar?
-Não quis ter filhos ou não pode?
-Seu namorado trabalha em quê?
Confesso que a que mais me irrita é: Não quis casar?
Claro que, um dia, todo mundo já quis, mas tem que haver um querer de ambos os lados, certo?
Em alguns relacionamentos você quis, mas o outro não,em outros foi você que não quis. Isso faz parte da vida.
Já sofri muito por ser uma pessoa conhecida. Lembro-me quando minha irmã engravidou. Após 3 anos de casamento, teve seu primogênito. O problema é que a maioria das pessoas não sabia que eu tinha uma irmã. Já viu né?
Fiquei mal falada por ser mãe solteira.
Nossa! Pensa na raiva que eu passei quando certo dia alguém me disse:
-Que lindo menino, é seu?
-É! É meu sobrinho!
-Ah! Você tem uma irmã? Ela é mãe solteira, né?
Aquele dia eu já estava pela tampa com essa história e acabei por responder a coices:
-Não senhora, teve o menino após três anos de casada, mas se fosse mãe solteira, não seria de sua conta. Passar bem!
Fora os namorados que eu tive e nunca cheguei a conhecer.
Certa vez um rapaz me abordou sorridente:
-Oi, eu sou irmão de Fulano.
-É? Que Fulano?
-Fulano de São Paulo.
-Desculpa! Não recordo!
-Como não conhece? Ele me disse que vocês namoravam.
E pior, por mais que eu negasse, ele queria me empurrar goela a baixo, um namorado que nunca tive.
E esse não foi um caso isolado. Tive muitos outros namorados fantasmas. E, mesmo com tantos namorados assim, me tiraram pra lésbica por nunca terem me visto com ninguém!? Vá se entender?!
Essa era eu: Uma lésbica namoradeira, mãe solteira do próprio sobrinho.
É, na boca dos outros, a nossa vida tem muito mais aventuras do que a gente viveu!!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O QUE VOU SER QUANDO CRESCER?



Quem nunca se perguntou?
Eu considero que tive uma infância um pouco diferente das demais crianças.Nunca fui de me misturar aos demais, costumava brincar sozinha, no máximo com minha irmã e “uma” amiguinha.
Na maioria do tempo eu estava em meu quarto, sentada em uma cadeira, com a boneca no colo. Eu viajava em meus pensamentos. Pra quem via, era uma criança sonhando acordada. Era praticamente um transe... rsrsrs
É, minhas bonecas me acompanharam até os 13 anos, e olha que foi difícil de me convencer a largá-las. Mas eu brincava de outras coisas também. Tinha mania de acreditar que era artista.
Atriz, cantora, modelo... Eu com minha irmã criávamos comerciais para tudo. O café da manhã era comercial de margarina, doces e chás.
Apresentávamos shows de calouros, programas infantis... Nossa! Éramos muito criativas.
Os anos foram passando e, mesmo mocinhas ainda inventávamos situações. Tudo, desde uma ida ao banco, era motivo pra viajar na maionese, criar um novo comercial.
Nunca precisamos de muitos brinquedos, tínhamos a imaginação extremamente fértil.
Escrevíamos livros que nunca foram publicados, mas viravam Best Sellers... rsrsr
Quando alguém me perguntava o que eu queria ser quando crescer, eu sabia bem: Artista!!!!!!
Participei de equipes de teatros, banda, até fiz curso de modelo e manequim, mas em nada me senti completa, faltou alguma coisa. Hoje eu sei que o que faltou foi eu acreditar mais em mim e vencer a timidez. A minha baixa auto-estima sempre me prejudicou, me achava feia e tinha medo de errar.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Para o sol ou para a chuva???







Já morei em diversas cidades e estados, aprendi costumes diferentes e dialetos (se é que assim posso chamar).
A língua portuguesa muito se diferencia de uma localidade pra outra, dentro de um mesmo país. Mas a minha estranheza maior voltasse ao uso de guarda-chuvas e sombrinhas.





Ganhei a minha primeira sombrinha no natal de 1984, me foi motivo de muita felicidade. Passei a tarde toda a passear com minha irmã e mais uma amiguinha com nossas lindas sombrinhas. Parecíamos senhoritas de novela de época.
Na maior parte dos lugares que morei, sombrinha pra se proteger do sol e guarda-chuva era pra se proteger da chuva. Mas Joinville não faz parte da maioria, aqui ambos são usados para a mesma finalidade: sair na chuva!




Virei motivo de chacota quando me mudei pra cá. Constantemente, quando eu usava a minha sombrinha em tardes ensolaradas, ouvia alguém gritar: Olha a chuva!
Isso me constrangia, mesmo sabendo que a errada não era eu. Claro, pra quem mora no litoral, queimar-se ao sol é tudo!
Mas costumes são costumes, ñ?

terça-feira, 5 de junho de 2012

SER CORDIAL




Lembro-me até hoje do dia em que minha professora de ensino religioso entrou na sala de aula e disse:
Hoje vamos falar de política!
Eu tinha lá meus 16 anos e fui uma das primeiras a entortar o nariz.
Erroneamente confundimo-la com “a arte de enganar o povo”.
Passaram-se alguns anos desde então. Aprendi o verdadeiro significado da palavra “política”, mas confesso que até hoje encontro dificuldades em usá-la.
A cada dia que passa, percebo o quão difícil é ser “político”. Dizem que o maior político foi Jesus Cristo, e morreu crucificado.
Como é difícil agradar o ser humano, afinal, somos movidos a sentimentos.
Muitas vezes precisamos nos anular em prol do outro, por vezes engolirmos alguns “sapos”.
Sei lá, viu?
Aprendi que não precisamos gritar para sermos ouvidos, mas precisamos ter bons argumentos; Que não vence quem diz a última palavra, mas quem sabe à hora certa de calar. Acredito que esse foi um dos ensinamentos mais importantes.
Calar faz parte da boa política. E sorrir, então? Nem se fala...rsrsrrs!
A melhor tradução de política pra mim é: Ser cordial.